Dicas para manutencao do seu produto Ambiente e fitas: A regra geral para armazenamento em termos de temperatura e: nem muito quente, nem muito frio. Evitar lugares muito quentes, ou que ficam quentes em determinados periodos (estante exposta ao Sol por exemplo). Evitar lugares muito frios e umidos (depositos onde o ar e frio e carregado de umidade por exemplo). Um armario fechado, com temperatura longe dos extremos citados e o ideal. Dispositivos anti-mofo (que retiram a umidade do ar) ajudam. A umidade relativa do ar deve ser de 40 a 60%. Fitas devem estar longe de poeira, fumaca, po, etc..., que podem penetrar em seus mecanismos ou aderir a superficie das mesma, transferindo-se para a cabeca de leitura/gravacao da camera ou VCR. E devem ser mantidas dentro de seus estojos quando nao em uso. Campos magneticos e fitas: Campos magneticos intensos sao inimigos de fitas de video: deixa-las proximas dos mesmos sempre acarreta o risco de perturbacoes definitivas na imagem gravada (tambem, magneticamente). A dificuldade no dia a dia, no entanto, e identificar onde estao estes campos magneticos intensos. Dentre eles, podem ser mencionadas as caixas acusticas de som. Apesar de existirem caixas blindadas, a maioria delas nao o sao e fitas deixadas sobre as mesmas correm riscos. Motores eletricos grandes, aparelhos de TV e monitores de computadores sao outros exemplos, alem de obviamente imas de qualquer tipo. Carro e fitas: Cuidados especiais devem ser dedicados as fitas quando transportadas em automoveis, especialmente em dias quentes. Um dos locais proibidos durante a viagem sob Sol e o porta-luvas, onde a temperatura interior pode subir a varios graus Celsius, suficientes para causar varios danos as fitas: deformacoes permanentes aos pequenos cilindros plasticos internos do mecanismo de transporte do cassete, deformacoes permanentes na estrutura do cassete (ambos tipos causadores de flutuacoes na velocidade de transporte da fita durante a gravacao/reproducao), desmagnetizacao de trechos da camada de oxido de ferro, deformacao permanente na propria fita, entre outros. Em outro extremo, em alguns veiculos existe uma saida de ar condicionado diretamente dentro do porta-luvas. Neste caso o problema sera a formacao de condensacao de vapor de agua - e consequente umidade - dentro do cassete da fita quando a mesma for removida para um local quente. A dica e tranporta-las dentro da maleta da propria camera ou entao sob o assento da frente do veiculo - neste caso a observacao sobre o ar condicionado tambem se aplica. A outra situacao e quando o veiculo esta parado debaixo do Sol ou mesmo a sombra em locais muito quentes. Neste caso nunca as fitas devem ser deixadas em seu interior, devido ao intenso calor que sera formado com o tempo. CD / DVD e radiacao ultravioleta: A camada organica dos primeiros CD/DVD gravaveis-regravaveis pode eventualmente ser degradada pelos raios UV (Ultra-Violeta, existentes na luz solar e na luz fluorescente por exemplo); discos mais recentes tem trazido melhorias, com substancias mais resistentes a esses raios. Ainda assim, e recomendavel para estes tipos de discos nao deixar a parte gravada diretamente exposta por tempo muito prolongado a raios. Comparacao entre marcas e tipos de fitas: Cada fabricante de fita utiliza seu proprio padrao de referencia para classificar os diversos tipos de fita que vende. Por causa disto, entre fitas de um mesmo fabricante e possivel efetuar comparacoes baseadas nas especificacoes impressas no rotulo, escolhendo para uma finalidade ou outra este ou aquele tipo de produto. Porem, o mesmo nao e valido entre fitas de fabricantes diferentes. Etiquestas e DVD: Uma das causas frequentes de problemas na reproducao de DVD (e tambem de alguns CDs) e o uso de etiquetas nos mesmos. Como o processo de fixacao das etiquetas e quase sempre manual, dificilmente as mesmas sao fixadas exatamente na posicao correta (centradas perfeitamente no disco). Alem disso, muitas vezes existem problemas na fabricacao das mesmas: o furo central nao e cortado com precisao abaixo de milimetros e corretamente localizado no centro da etiqueta. Por outro lado o adesivo nem sempre distribui-se uniformemente atraves da superficie da mesma. E, situacao ainda pior e a fixacao de uma etiqueta sobre outra ou sobre restos de adesivo de uma etiqueta anterior. O disco gira com grande velocidade no player, e o peso distribuido incorretamente das partes (papel, plastico, cola) age como um pneu automotivo desbalanceado: acarreta vibracoes no disco. Por outro lado, a espessura da etiqueta tambem pode atrapalhar, criando resistencia adicional ao motor de tracao. Esses fatores somados acarretam pequenos deslocamentos nao previstos no giro do disco, que se nao sao suficientes para atrapalhar a leitura na maioria das situacoes para um CD (que possui trilhas mais largas e separadas do que um DVD), podem afetar a leitura de um DVD e suas minusculas trilhas. E o problema pode-se manifestar somente apos algum tempo de reproducao, quando o facho do laser atinge uma parte do disco mais suscetivel a esses deslocamentos (por exemplo mais proximo das bordas). Assim, a dica e nunca utilizar etiquetas em um DVD e sim marca-lo com canetas proprias para transparencias (do tipo que nao borra em superfices plasticas). A tinta depositada pela caneta tem peso infinitamente inferior ao da etiqueta, nao sendo suficiente para desbalancea-lo e prejudicar sua leitura. Fitas antigas em mau estado de conservacao: Evitar o uso de fitas muito antigas e deterioradas nos equipamentos (cameras e VCR): estas fitas podem liberar fragmentos de oxido da sua superficie deteriorada, que por sua vez podem aderir ao cilindro das cabecas de audio/video do equipamento. Se uma fita antiga estiver nesse estado existem duas opcoes a serem tomadas: se o que estiver gravado nela nao for importante ou entao existir copia deste conteudo em uma fita sem problemas, a fita deve ser descartada. Se nao for o caso, deve ser encaminhada a um laboratorio especializado em limpeza de fitas, para entao a seguir seu conteudo ser transferido para outra fita e esta ser descartada. Limpeza de CD / DVD: A limpeza da superficie de um CD/DVD, utilizando um pano macio, deve ser feita sempre na forma radial, ou seja, com movimentos seguindo uma linha ligando o orificio central com sua borda. Em um CD/DVD, assim como nos antigos discos de vinil, existe uma trilha em forma de espiral, percorrida pelo dispositivo de leitura (e gravacao no caso dos discos opticos). Ao efetuar a limpeza, ocorrerao riscos microscopicos causados pelo atrito do pano com a superficie de policarbonato do disco. Isto porque existem particulas solidas microscopicas (poeira microscopica) tanto na superficie do disco como no proprio pano. A operacao de limpeza assim remove as manchas, marcas digitais e outras sujeiras visiveis a olho nu, mas ao mesmo tempo acarreta os referidos riscos. Estes riscos impedirao que o laser leia/grave corretamente determinados pontos da trilha; no entanto, em um disco optico existem mecanismos de correcao embutidos nos dados: parte dos mesmos e redundante, como a grosso modo a sequencia "banana banana uva uva laranja laranja". Neste trecho, se apagarmos a segunda palavra "banana", ainda assim teremos os nomes das 3 frutas gravado. E isso o que ocorre com os micro-riscos acima referidos. No entanto, se a limpeza for feira no sentido das trilhas (como e usual nos discos de vinil), blocos continuos poderao ter sua leitura impedida (apagar "uva uva laranja" por exemplo), o que acarretara um erro irrecuperavel que aparecera durante a reproducao do disco. Pause e danos as fitas: O processo de transporte da fita de video atraves das cabecas de gravacao e leitura e completamente diferente do que ocorre com uma fita cassete de som. Dentre as varias diferencas, a principal e que, enquanto no equipamento de som a fita se movimenta sobre uma cabeca estatica, no equipamento de video a fita se movimenta sobre uma cabeca que tambem possui movimento. Instaladas dentro de um cilindro metalico, cabecas de audio e video sao movimentadas devido a rotacao desse cilindro, que gira a 1.800 rotacoes por minuto no formato VHS e 9.600 (nove mil e seiscentas) rotacoes por minuto no formato DV. Quando a tecla pause e acionada, a fita para, mas o cilindro com as cabecas nao. O que acontece a partir dai e a figura de um cilindro de metal girando sem parar sobre o mesmo ponto da fita. A camada de oxido de ferro depositada sobre a fita e aderida de maneira suficientemente forte para resistir a esta situacao sem se soltar, porem nao por muito tempo: o atrito do cilindro com a fita vai aos poucos causando aquecimento gradual da mesma, o que pode fazer com que particulas de oxido comecem a soltar-se. Particulas de oxido soltas podem aderir temporariamente ao cilindro, causando falhas na gravacao/reproducao. Alem disso, as particulas removidas da fita causarao falhas nesse ponto quando a mesma for reproduzida, fenomeno conhecido como dropout. Para evitar estes problemas, normalmente as cameras e VCRs possuem um mecanismo automatico de protecao, que desativa a tecla pause depois de um determinado tempo (geralmente 5 minutos), colocando o equipamento no modo stop. A dica neste caso e nao esperar o acionamento desse mecanismo de protecao, adiantando-se ao mesmo e evitando manter a fita em pause durante muito tempo. Se isso for necessario, liberar o pause durante alguns segundos e voltar a aciona-lo - isso fara com que outro trecho da fita, mais adiante, fique em atrito com o cilindro. Rebobinagem periodica: Fitas de video devem ser inteiramente rebobinadas (FF - Fast Forward / FR - Fast Rewind) pelo menos uma vez por ano. A finalidade e liberar tensoes formadas com o tempo no rolo da fita dentro do carretel. Estas tensoes e as condicoes de enrolamento da fita sao um fator importante na longevidade da fita. O enrolamento deve ser uniforme, sem que camadas se desloquem visualmente para as laterais do rolo. A fita nao deve ficar 'solta' nos carreteis do cassete nem enrolada com muita forca (VCR modernos desaceleram automaticamente a rotacao do enrolamento quando o final da fita esta proximo). Deve-se atentar para o fato de que o equipamento onde a rebobinagem periodica das fitas sera feita deve estar em otimas condicoes, para que o resultado pos-rebobinagem nao seja pior do que a situacao pre-rebobinagem. E comum o uso de equipamentos obsoletos, encostados e destinados a essa finalidade; por isso mesmo deve ser verificado seu estado quando a capacidade de efetuar uma operacao correta de enrolamento.
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